A sugestão de hoje chega-nos da República Checa e Eslováquia, sendo uma tradição por altura do natal.
É um pão doce recheado classicamente com maçãs e canela ou ameixas, mas eu resolvi juntar as duas e preparar um recheio com um toque pessoal.
Por ser um pão entrançado, e por ser típico do Natal, pode ser interpretado como o Menino Jesus embrulhado nas mantinhas deitado na manjedoura.
400 grs de farinha de trigo
10 grs de fermento de padeiro
2 dl leite
1 colher de café de sal fino
50 grs de manteiga derretida
3 colheres de sopa de açúcar
2 gemas de ovo
1 ovo para pincelar
Recheio:
2 maçãs
1/2 chávena de ameixas secas sem caroço
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar amarelo
Baunilha
Amorne o leite e dissolva em 1 dl, o fermento juntamente com 50 grs de farinha. Deixe levedar cerca de 15 minutos.
Ao restante leite misture bem as gemas e o açúcar.
Coloque a restante farinha numa taça e acrescente o leite com o fermento, o sal e a manteiga derretida.
Adicione a pouco e pouco o restante leite com as gemas e açúcar.
Trabalhe a massa até fazer bolhas e se desprender da tigela.
Polvilhe com farinha, cubra com pelicula aderente, um pano quente e deixe levedar cerca de 2 horas.
Enquanto isso prepare o recheio, colocando num tacho as maçãs e ameixas cortadas em pedacinhos, a manteiga, a baunilha e o açúcar, deixando cozinhar lentamente em lume brando. Se necessário adicione um pouco de água.
Quando as maçãs estiverem macias e o preparado pouco húmido, retire do lume e deixe arrefecer.
Entretanto, após o período de espera para que a masse levede, estenda-a na forma de um rectângulo e coloque num tabuleiro untado com manteiga e polvilhado com farinha.
Disponha o recheio no centro da massa fazendo uma tira no sentido do comprimento.
Dê uns golpes oblíquos dos lados de modo a obter umas tiras. Cruze as tiras sobre o recheio e pincele com o ovo.
Deixe levedar mais 30 minutos e leve a cozer ao forno pré-aquecido a 200ºC.
O convite do grupo Dia Um... Na Cozinha que decorre no facebook, para este mês, leva-nos a escolher a nossa especiaria preferida e a partilhar uma receita onde ela possa ser a atriz principal... Sei que sou adepta incondicional de especiarias e são várias aquelas que gosto de usar... mas que outra poderia eu escolher, para este desafio, senão a... canela!...
A canela é das especiarias mais antigas de que há registo, chegou até nós vinda do oriente, de países como o Sri Lanka. Usada tanto em pratos doces como salgados, chega atualmente a quase todos os cantos do mundo. Para além do seu aroma e sabor inconfundíveis, a canela parece ser bastante benéfica para a saúde, possuindo propriedades antioxidantes e ajudando na redução do açúcar no sangue e do colesterol.
Hoje trago uma versão doce, que, segundo os meus arquivos, nos chega da Indonésia, um outro país produtor de canela. Enquanto que a canela do Sri Lanka é mais suave e com um sabor ligeiramente mais doce, a canela da Indonésia (kassia) possui um sabor mais intenso e a parte interior da casca é grossa, dura e escura.
Fiz pequenos tarteletes, mas a receita pode perfeitamente ser adaptada para uma tarte com 26cms de diâmetro.
Massa quebrada
3 ovos
150grs de açúcar
1,25dl natas
1,25dl leite
Sal
2 colheres de chá de canela
1/2 colher de chá de fermento em pó
200 grs de amêndoas com pele raladas
4 tostas raladas
50 grs de limão cristalizado, cortado em pedaços finos
Açúcar em pó para polvilhar
Estenda a massa quebrada e forre uma forma de tarte. Pique com um garfo, cubra com papel vegetal, encha com leguminosas secas e leve ao forno previamente aquecido a 200ºC cerca de 10 minutos.
Retire a forma do forno, retire as leguminosas e reserve.
Entretanto, prepare o creme, batendo os ovos com o açúcar até obter um creme fofo.
Junte as natas, a canela e o fermento, mexa e misture tudo muito bem. Adicione, ainda, as amêndoas, as tostas raladas e o limão cristalizado cortado em tiras.
Encha a base cozida e alise a superfície.
Leve a tarte a cozer cerca de 45/50 minutos.
Desenforme, deixe arrefecer e polvilhe com o açúcar em pó antes de servir.
Hoje viajamos até aos Estados Unidos. Na quarta 5ªf de Novembro celebra-se o Dia de Ação de Graças, dia de gratidão pelos bons acontecimentos ocorridos durante o ano.
O primeiro Dia de Ação de Graças foi celebrado em 1621, em Playmouth, Massachussets pelos colonos que fundaram a vila, como agradecimento pela boa colheita de milho que conseguiram durante o Verão. Prepararam um festim com patos, perus e pratos à base de milho.
Com o passar do tempo o peru acabou por ser o símbolo desta festividade, dia em que as famílias se juntam, se realizam grandes desfiles e se assistem aos tradicionais jogos de futebol.
A tarte de abóbora é uma tradição nas mesas do Dia de Ação de Graças, pelo que vos deixo aqui uma versão doce e deliciosa...
300 grs abóbora cozida
3/4 chávena de açúcar
1,5 chávena de buttermilk (deitar algumas gotas de sumo de limão no leite e aguardar cerca de 10/15 minutos)
2 colheres de chá de canela
1 colher de chá de noz moscada
1/2 colher de chá de sal
Baunilha
3 ovos
Massa quebrada
Coza a abóbora em água e uma pitada de sal. Escorra, triture e reserve, deixando arrefecer.
Estenda a massa quebrada e forre com ela uma tarteira. Pique com um garfo, coloque uma folha de papel vegetal e cubra com arroz ou feijão crus, para fazer peso de modo a que a massa coza e mantenha a sua forma, levando ao forno a 180ºC cerca de 15 minutos.
Retire do forno, tirando o papel vegetal. Pincele com uma clara de ovo e leve novamente ao forno mais 10/15 minutos.
Entretanto, num liquidificador junte a abóbora, o açúcar, o buttermilk, a canela, noz moscada, baunilha e os ovos, triturando tudo.
Recheie a tarte e leve a cozer no forno mais 50 minutos.
Aqui há dias fui visitar a família ao Alentejo... Adoro lá ir nesta altura do ano, fico sempre apaixonada pelas cores e brilhos do Outono... Divertimo-nos a apanhar azeitona, tangerinas, dióspiros e marmelos... Viemos com os sacos cheios de produtos maravilhosos, puramente biológicos e cheios de sabor!...
Ora bem, tanta generosidade deu que fazer... vários frascos de doce de marmelo e esta tarte que ficou maravilhosa! Experimentem e digam de vossa justiça...
Base de massa folhada
Marmelos
150 grs de açúcar
3 colheres de sopa de água
1 colher de sopa de manteiga
Baunilha
Numa frigideira que possa ir ao forno coloque o açúcar, a água, a manteiga e a baunilha para fazer o caramelo, mantendo o lume baixo.
Descasque, lave e corte os marmelos em fatias.
Quando a caramelo começar a ficar dourado, retire do lume e disponha as fatias de marmelos por cima.
Cubra com a folha de massa folhada e aconchegue bem dos lados. Leve a forno pré-aquecido a 190ºC até que a massa fique cozida e dourada.
Desenforme ainda quente.
Tenho descoberto que adoro fazer pão, pães doces, salgados, mais saudáveis ou pecaminosos... adoro vê-los crescer e adoro o perfume que fica enquanto cozem e se retiram do forno...
Esta é mais uma versão doce, para a qual utilizei o doce que me foi gentilmente oferecido pela Finos Segredos como prémio por ter ganho um desafio.
Agora, é só, mesmo aproveitar o fim de semana que está aí à porta e pôr as mãos na massa!...
1 chávena de leite
1,5 colher de manteiga
1 colher de chá de fermento
3 colheres de sopa de açúcar
Uma pitada de sal fino
1 ovo
3 chávenas de farinha branca
Ovo para pincelar
Doce de Mirtilo Finos Segredos
Comece por derreter a manteiga juntamente com o leite. Junte o fermento e o açúcar. Mexa. Acrescente o ovo batido e o sal e misture.
Vá juntando a farinha ao preparado e bata. Quando obtiver uma massa que se desprenda da tigela reserve. Coloque uma toalha por cima e deixe num local quente até que cresça até quase o dobro do tamanho.
Molde uma bola, usando sempre que necessário farinha para que a massa não se agarre nem às mãos nem à superficie de trabalho.
Estenda a massa, formando um retângulo. Cubra com o doce de mirtilo. Enrole-a e faça um golpe longitudinal. Enrole-a, novamente, e forme um circulo.
Coloque num tabuleiro com papel vegetal e deixe repousar mais 1 hora.
Pincele com o ovo batido e leve ao forno pré-aquecido a 210ºC durante cerca de 10 minutos.